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Poemas que Encorajam

AGENTES DA MORTE
Pelo Rev. Samuel Vieira
 

Dr. Schuller, conhecido pregador americano, narra a história que leu a respeito de uma árvore gigantesca, no estado de Colorado que fora derrubada pelo vento. A árvore tinha quase 500 anos de idade; era uma mudinha quando Colombo aportou nas praias da América. Raios haviam atingido a árvore 14 vezes, mas ela sobrevivera. Além disso, desafiara a devastação da neve e do gelo glaciais e até mesmo a força destrutiva de um terremoto. O que havia destruído aquela árvore aparentemente imortal ? Minúsculos besouros que abriram caminho cavando a casca, chegando ao próprio cerne da árvore.

Essa história nos traz uma excelente aplicação prática: pensamentos e comentários negativos, como aqueles minúsculos besouros, talvez não pareçam muito ameaçadores, mas podem penetrar pela camada externa protetora dos indivíduos, atacando o mais íntimo da psiquê e sensibilidade de uma pessoa, infligindo a mais profunda mágoa, e destruindo os sentimentos ardorosos e a confiança que constituem elemento vital ao relacionamento conjugal e a própria existência de um individuo.

Desencorajamento é universal e reincidente. Grandes homens de Deus passaram por profundos vales. Lembra-se de Elias logo após sua grande experiência de vitória? Tenho encontrado diariamente pessoas passando por vales profundos. Alguns como resultado de um fracasso financeiro, outros por crises existenciais. Alguns por questão de vocação, perda da profissão ou mesmo o divórcio.

John Mackay certa vez afirmou que "A fé se apropria do que a graça nos fornece". Nada é mais destrutivo para o ser humano que a incapacidade de crer que o fracasso temporal pode se tornar a maior alavanca para grandes conquistas e novas percepções do mundo e de si mesmo. O nosso problema não são os terremotos circunstanciais, nem os vendavais, nem raios que caem sobre nós.

O nosso grande problema nosso são os agentes da morte que se ocultam em nosso próprio coração, levando-nos a descrer de Deus, dos amigos e de nós mesmos. Fatores externos não são o nosso grande desafio. O nosso grande desafio é crer que "Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque a tua vara e o teu cajado me consolam". Afinal, se o nosso Pastor é maior do que os vales, ele também poderá iluminar os sombrios caminhos pelos quais temos que passar.

Rev. Samuel Vieira
Christ The King Presbyterian Church
Cambridge, MA

 


 

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