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Dr. Schuller,
conhecido pregador americano, narra a história que leu a
respeito de uma árvore gigantesca, no estado de Colorado
que fora derrubada pelo vento. A árvore tinha quase 500 anos
de idade; era uma mudinha quando Colombo aportou nas praias da América.
Raios haviam atingido a árvore 14 vezes, mas ela sobrevivera.
Além disso, desafiara a devastação da neve
e do gelo glaciais e até mesmo a força destrutiva
de um terremoto. O que havia destruído aquela árvore
aparentemente imortal ? Minúsculos besouros que abriram caminho
cavando a casca, chegando ao próprio cerne da árvore.
Essa história nos traz uma excelente aplicação
prática: pensamentos e comentários negativos, como
aqueles minúsculos besouros, talvez não pareçam
muito ameaçadores, mas podem penetrar pela camada externa
protetora dos indivíduos, atacando o mais íntimo da
psiquê e sensibilidade de uma pessoa, infligindo a mais profunda
mágoa, e destruindo os sentimentos ardorosos e a confiança
que constituem elemento vital ao relacionamento conjugal e a própria
existência de um individuo.
Desencorajamento é universal e reincidente. Grandes homens
de Deus passaram por profundos vales. Lembra-se de Elias logo após
sua grande experiência de vitória? Tenho encontrado
diariamente pessoas passando por vales profundos. Alguns como resultado
de um fracasso financeiro, outros por crises existenciais. Alguns
por questão de vocação, perda da profissão
ou mesmo o divórcio.
John Mackay certa vez afirmou que "A fé se apropria
do que a graça nos fornece". Nada é mais destrutivo
para o ser humano que a incapacidade de crer que o fracasso temporal
pode se tornar a maior alavanca para grandes conquistas e novas
percepções do mundo e de si mesmo. O nosso problema
não são os terremotos circunstanciais, nem os vendavais,
nem raios que caem sobre nós.
O nosso grande problema nosso são os agentes da morte que
se ocultam em nosso próprio coração, levando-nos
a descrer de Deus, dos amigos e de nós mesmos. Fatores externos
não são o nosso grande desafio. O nosso grande desafio
é crer que "Ainda que eu ande pelo vale da sombra da
morte, não temerei mal nenhum, porque a tua vara e o teu
cajado me consolam". Afinal, se o nosso Pastor é maior
do que os vales, ele também poderá iluminar os sombrios
caminhos pelos quais temos que passar.
Rev. Samuel Vieira
Christ
The King Presbyterian Church
Cambridge, MA
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