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DUETO DEVOCIONAL
Por Bob e Charlotte Mize
 

Uma das áreas mais deficientes de um casal que, de alguma maneira, está envolvido no ministério, seja em uma igreja local ou em um campo missionário, pode ser aquela em que ele precisava ser mais eficiente: leitura bíblica, oração e louvor no ambiente doméstico. O pastor, pastora, missionário, missionaria ou líder são aqueles que estão quase todo tempo pregando e falando sobre devoção a Deus. Fala-se, ensina-se, estimula-se a leitura da Bíblia e oração, mas, as vezes, dentro do próprio lar, estas são realidades bem ausentes. Assim, a começar pelo casal, toda família pastoral se iguala a tantas outras que somente conhecem o que é devocionalidade quando vão a igreja.

Quando o culto acaba, a bíblia se fecha e somente será aberta no próximo dia de culto comunitário. Ao canto e pronunciamento do ultimo amém, os lábios se fecham e somente vão se abrir em oração na próxima reunião da igreja. Nós mesmos vivemos esta realidade em nosso ministério, sofrendo com a nossa própria indisciplina na devocionalidade. Mas, pela graça de Deus, descobrimos o caminho de uma vida devocional a duas vozes, um dueto harmônico em busca da presença de Deus.

Devocional a duas vozes: o caminho da mudança

Desde que nos casamos, ha 34 anos, queríamos ler a Biblia e orar regularmente juntos. No entanto, durante 15 anos, por mais que tentássemos, não conseguíamos nos firmar neste habito. Mas nossa vida mudou a partir de um verão em que Charlotte deu aulas numa universidade evangélica. Uma das ementas de sua matéria era "Como unir a família através da Escola Dominical". Enquanto ela ensinava, se deu conta da ironia do fato de que os cinco membros de nossa família estavam em quatro estados diferentes dos Estados Unidos.

Bob, que na época trabalhava numa igreja grande, estava freqüentando um congresso fora do estado; nosso filho mais velho estava numa viagem missionaria; e os dois filhos mais novos estavam acampados. Nossa família estava dividida por estarmos envolvidos em diferentes ministérios. Concluímos então que, como pais, passar tempo com o Senhor era uma necessidade absoluta. Dar inicio a esta pratica foi semelhante a de um pássaro tentando chocar. Eventualmente obtivemos sucesso exercendo esse habito, ao que demos o nome de nossa "devocional a duas vozes."

Desde que o estabelecemos como parte de nossas vidas, temos sido recompensados maravilhosamente.

As fascinantes conseqüências
Se você, em meio a rotina de trabalho pastoral intensa na qual esta envolvido(a), criar um oásis de devoção com seu cônjuge, imediatamente vera brotar em sua vida fascinantes conseqüências:

1. Haverá tempo para se ficar junto, mesmo quando não se pensa ter tempo.
Uma agenda cheia normalmente acompanha a vida pastoral e missionaria, e isso separa os casais. Decidimos certa vez registrar os compromissos de Bob durante algumas semanas, e descobri que ele passava uma media de 85 horas semanais em trabalhos do seu ministério. Em uma igreja a que servimos, (Charlotte dava aulas 6 vezes por semana, para cinco grupos etários diferentes. Sem uma hora devocional diária, não era possível nem ao menos nos vermos em certos dias, a não ser para nos cumprimentarmos ligeiramente. O nosso momento devocional nos força a estarmos juntos e compartilharmos diariamente de pelo menos 15 ou 20 minutos.

2. Haverá uma oportunidade para Deus falar.
Muitas impressões mundanas e pecaminosas bombardeiam as nossas mentes diariamente. Sem uma hora específica e um lugar reservado para podermos escutar a Deus, poderemos deixar de ouvi-lo. Por isso, a nossa hora devocional é uma abertura durante o dia para Ele nos orientar e dirigir em nosso casamento e ministério.

3. Haverá real possibilidade de provar intimidade num nível mais profundo.
Intimidade conjugal é muito mais que relacionamento sexual, significa se colocar diante de Deus como uma só carne, e não apenas como indivíduos, crescendo assim juntos em nossa caminhada com Ele. O nosso momento devocional em dueto nos fornece uma oportunidade para conseguirmos fazer isso. Esta intimidade também nos ajuda no sentido de nos proteger contra tentações, e mesmo de sermos infiéis a Deus, e um ao outro.

4. Haverá um exemplo inapagável para nossos filhos. Nossos três filhos aprenderam a respeito da importância de um momento devocional regular, onde se pode compartilhar. Agora eles também praticam seus momentos devocionais em harmonia a duas vozes.
Seis passos para que o momento devocional dê resultado:

Sabemos que este costume, de separar uma hora devocional tranqüila, e difícil de se começar ou de se manter, e é fácil de se deixar de faze-lo por qualquer razão. Entretanto, tal investimento produz grandes dividendos. As seguintes sugestões podem ajuda-los a dar inicio e a manter a disciplina de um momento devocional:

1. Façam um pacto, um com o outro, e com Deus. Uma coisa tão importante como esta não pode ser tratada levianamente. Nós mesmos fizemos uma cerimonia na qual admitimos a nossa necessidade de ter um momento devocional juntos. Afirmamos a nossa decisão e verbalmente prometemos um ao outro diante de Deus que iríamos considerar esta dimensão devocional como uma "prioridade sagrada."

2. Mantenham o horário. Para garantir a regularidade, nossa opção foi a de escolher um horário matinal bem cedo. Geralmente começamos o devocional entre 5:30 e 6:00 horas. Deste modo podemos ter um bom inicio de dia, que certamente será cheio de atividades. Obviamente, este nosso devocional, nas primeiras horas do dia, ajudaram tremendamente a nossos filhos, que participavam conosco quando estavam em casa. Se tivermos alguma reunião fora de casa, na hora do café da manha, então nos reunimos mais tarde, durante o dia. Mesmo quando estamos separados, combinamos uma maneira de nos reunirmos. Certa vez Bob teve quc ficar longe de casa durante 5 dias por semana, por sete meses. Neste período, líamos a porção diária da Bíblia separadamente. Depois conversávamos brevemente e orávamos ao telefone.

3. Estabeleçam um lugar. Um lugar específico pode se transformar num local especial. O nosso "altar" é a cama, onde nos encostamos na intimidade dos nossos travesseiros. É um lugar confortável , com boa luz para a leitura e xícaras de café ao lado.

4. Combinem a respeito de conteúdo e abordagem. Leitura bíblica e oração devem ser os ingredientes principais, mas é necessário responder a diversas perguntas ao iniciar esta atividade: o que vai ser lido, e quanto? Se a leitura vai ser em voz alta, e quem vai faze-la? Se usaremos um guia devocional, como será escolhido?

Diversas vezes lemos a Bíblia inteira durante o ano. Cada um de nós o faz silenciosamente, e a seguir discutimos como aplicar o que aprendemos em nossas vidas. Depois oramos. Durante o nosso tempo de oração, compartilhamos pedidos, tanto para nós mesmos, como para outros. Usamos uma lista de oração para verificar como Deus as responde. Nós dois oramos em voz alta.

Algumas famílias acham que o homem deve dirigir a oração, enquanto a esposa permanece em silencio. Mas nós acreditamos que o marido deve ouvir sua esposa orar, para conhecer melhor o intimo dela. Como pastor, sinto que tenho uma necessidade especial: de que minha esposa ore por mim, porque ela é o meu maior apoio.

5. Sejam flexíveis. Certa ocasião, em um dezembro qualquer, enquanto fazíamos nosso planejamento devocional para o ano seguinte, sentimos a necessidade de ler mais lentamente, em vez de correr para terminar a leitura da Bíblia no fim do ano. Passamos os doze meses seguintes lendo o livro dos Salmos e os Evangelhos. Talvez lendo menos, mas debatendo mais.

Procuramos sempre maneiras novas para sair da rotina. As vezes, usamos versões diferentes, ou suplementamos as nossas leituras bíblicas com materiais devocionais escritos por santos do passado ou do presente.

6. Sejam honestos. É preciso muito esforço e coragem para confessar uns aos outros as nossas fraquezas, pecados e lutas intimas. E é mais difícil ainda pedir perdão a Deus na presença um do outro. Não é fácil admitir que lutamos para entender certas passagens, ou admitir como elas nos atingem pessoalmente. Mas tal honestidade nos aproxima mais ainda um do outro e de Deus.

O casamento de pastores parece que está em grande crise. Certa vez Bob começou a enumerar os pastores do seu relacionamento que estavam enfrentando sérios problemas conjugais. Ele desistiu de contar depois que enumerou 28! Temos certeza de que a nossa devocional a duas vozes nos tem ajudado a evitar inúmeros problemas. Este costume tem sido a pedra fundamental do nosso casamento e trabalho, e nos assegura de que ministramos um ao outro, e não somente à congregação que pastoreamos.

Bob e Charlotte Mize vivem em Colorado Springs, onde Bob é pastor associado na Sunnyside Christian Church. Eles tem três filhos adultos e quatro netos.

 


 

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